Sou só o cara deitado na calçada tomando chuva, pra sempre...

Andando por aí

Vinha andando pela rua. As mãos no bolso brincavam com as chaves,
fazendo o ritmo de seu assobio. Vez ou outra chutava uma pedrinha,
ou andava nas linhas da calcada, contornado os desenhos.
Despreocupadamente pensava em sua amada,
em seu sorriso lindo quando a pedira em casamento naquela tarde.
Disse-lhe que a amava e que desejava passar a vida ao seu lado.
Havia sido uma surpresa, porém logo a garota respondeu que sim e,
após muitos planos, o rapaz voltava da casa de sua noiva.
Pensava em como ela ficaria linda num vestido branco,
com flores em seus cabelos. Decidia onde passariam a lua de mel
e onde compraria um anel digno de sua futura mulher.
Sorria feito bobo, assim á toa mesmo, os olhos brilhando.
Foi interpelado por um jovem adolescente.
Perguntava as horas, como quem estivesse embriagado e,
como o rapaz não tinha relógio, o garoto sacou um canivete
e pediu que desse todo o dinheiro.


O rapaz reagiu ao assalto. Foi morto com 11 facadas.

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