.:: Recomeço ::.
15.3.07 by .g
Uma vez mais tenho de recordar
de como empunhava a pena.
A tinta, onde está?
Terá sido levada pelo vento?
Terá secado no tinteiro?
Ou terá sido o tempo,
este velho companheiro,
que a fez perder-se
da mesa onde, debalde,
dorme o tinteiro?
Falha minha memória antiga.
Que amores cantava eu?
Não me recordo mais que livro fazia,
Conto, poesia...
O papel amarelado
Do tomo predileto...
A escrivaninha de madeira escura...
Nada disso assoma à minha memória.
Resta-me agora tecer o novo,
recordar o que não houve
nem há.
Resto-me de costas para minha velha mesa.
Os livros sobre a escrivaninha.
E a velha cadeira grande,
Almofadada... vazia.
O vento que me as trouxe
as levou.
O tempo empunhou
a lamina fina
por entre a bruma.
Eis-me sem fadiga.
Eis-me para tecer um novo tomo.
Novos campos, nova vida.
de como empunhava a pena.
A tinta, onde está?
Terá sido levada pelo vento?
Terá secado no tinteiro?
Ou terá sido o tempo,
este velho companheiro,
que a fez perder-se
da mesa onde, debalde,
dorme o tinteiro?
Falha minha memória antiga.
Que amores cantava eu?
Não me recordo mais que livro fazia,
Conto, poesia...
O papel amarelado
Do tomo predileto...
A escrivaninha de madeira escura...
Nada disso assoma à minha memória.
Resta-me agora tecer o novo,
recordar o que não houve
nem há.
Resto-me de costas para minha velha mesa.
Os livros sobre a escrivaninha.
E a velha cadeira grande,
Almofadada... vazia.
O vento que me as trouxe
as levou.
O tempo empunhou
a lamina fina
por entre a bruma.
Eis-me sem fadiga.
Eis-me para tecer um novo tomo.
Novos campos, nova vida.